terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Infalibilidade

Filhos, não vos considereis criaturas isentas de erros, para que a compaixão vos inspire na apreciação da conduta alheia. Todos, a qualquer momento, poderemos cair, equivocados. 

Em sua maioria, os adeptos da Doutrina estão longe de ser os missionários que se imaginam, ou que companheiros desavisados, os supõem nas tarefas em que se redimem. Não vos consintais a idolatria e nem provoqueis elogios a vosso respeito, suscitando ilusões que muito vos haverão de custar. 

Esquecei o passado e, sob qualquer hipótese ou pretexto, fugi de rememorá-lo, principalmente no que tange às vossas ligações afetivas do pretérito. O esquecimento das vidas que se foram representa uma das maiores dádivas da Lei Divina para o espírito na reencarnação. 

Observai as vossas tendências e inclinações no presente e tereis uma ideia aproximada do que fostes e do que fizestes outrora. Se reparardes um companheiro em queda, em vez de injuriá-lo, procurai socorrê-lo para que se levante e prossiga no desempenho das obrigações que lhe pesam.

Quem escarnece da Humanidade, escarnece de si mesmo; quem apedreja o pecador, lança pedras sobre a sua própria imagem... Feliz de quem já sabe reconsiderar o caminho percorrido e, se necessário, alterar o curso da caminhada. Quase sempre, os erros que identificais nos outros vos servem apenas de justificativa para os erros que cometestes ou pretendeis cometer. Não contemporizeis com o mal que subsiste em vós. Dos outros procurai, única e tão-somente, imitar o que for bom. Pretender a infalibilidade, vossa ou do próximo, na atual conjuntura evolutiva do espírito humano no Planeta, seria pretender o inexequível. 

Filhos, compadecei-vos uns dos outros e não fomenteis discórdias entre vós. Cada qual se encontra estagiando em um degrau especifico da simbólica escada do conhecimento espiritual, de que as mais diversas religiões não passam de simples representantes na Terra.

Livro: A coragem da fé
Autor: Carlos A. Baccelli
Espírito Bezerra de Menezes

Revelação

Filhos, quantos permanecem na expectativa de novas revelações do Mundo Espiritual por suplemento da fé, olvidam que o Evangelho continua sendo a mensagem inédita da vida que todos carecemos assimilar. 

A Ciência, sem dúvida, desvendará aos homens novos caminhos e a luz da Verdade gradativamente resplandecerá para as criaturas, todavia os preceitos básicos para a felicidade humana se resumem na lição do amor que o Cristo ensinou à Humanidade. 

O maior desafio para o homem não se constitui na conquista do Cosmos ou no pleno conhecimento das leis que regem o mundo material: o seu maior desafio é a conquista de si mesmo, no domínio mais amplo das próprias emoções e dos pensamentos que se originam em seu mundo intimo. A aplicação das virtudes cristãs no cotidiano - paciência, perdão e solidariedade -, ontem quanto hoje, dentre outras, é constante apelo à autosuperação que a cada dia se renova. 

Tendo-nos sido legado há dois mil anos, o Evangelho não perde atualidade, porquanto as palavras do Cristo, expressando a Verdade, que jamais se altera, são de vida eterna. Assim, não condicioneis a vossa crença na Doutrina às revelações que vos sejam formuladas sem critério pelos que habitam as dimensões da Vida Mais Alta. 

Não façais a vossa fé depender do miraculoso e do sobrenatural, como se, mentes enfermas, sentísseis sempre a necessidade de vos alimentardes do que extrapola os limites do bom senso. Os espíritos que, de hábito, convosco intercambiam ainda não diferem muito de vós outros e possuem parcos conhecimentos Vida que se desdobra fora da matéria. 

Habilitai-vos, em vosso mundo moral, para os acréscimos que desejais ao que já sabeis da Verdade. Por outro lado, considerando-vos, considerai a falta de instrumentação mediúnica adequada para que as realidades de Além-Túmulo vos alcancem sem alterações significativas e sem comprometimento de sua autenticidade.

Filhos, contentai-vos com o que tendes, convictos de que ainda não sois gleba para mais farta semeadura.

Livro: A coragem da fé
Autor: Carlos A. Baccelli
Espírito: Bezerra de Menezes

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Centro Espírita

Filhos, que o centro espírita - célula viva do Cristianismo em suas origens - vos mereça o melhor carinho e consideração. 

Sempre que possível, integrai a equipe de companheiros que permanece lutando para que o templo espírita cristão tenha sempre as portas descerradas à comunidade. Não vos isoleis uns dos outros, fugindo à convivência salutar que vos preserva o discernimento e vos combate o personalismo. Em contato com os irmãos de ideal, as vossas idéias se reciclarão e a indispensável permuta de experiências vos será uma permanente fonte de inspiração para o trabalho. 

Os cristãos dos primeiros tempos do Evangelho na face do mundo, não atuavam isoladamente. A auto-suficiência espiritual carece de ser combatida com determinação. Se considerais que nada tendes a aprender com os companheiros, não olvideis a vossa obrigação de ensinar. 

Quanto puderdes, no entanto, preocupai-vos em não vos aterdes única e simplesmente à teoria ou à disputa de cargos de liderança. Participai diretamente das tarefas mais humildes da casa espírita, vacinando o espírito contra o fascínio de si mesmo. O Mestre lavou os pés aos apóstolos... Nas instituições meramente humanas, manda mais quem tenha mais dinheiro e poder, todavia, naquelas que transcendem os interesses dos homens, quem mais pode é quem mais serve. 

Filhos, adequai o centro espírita para que ele cumpra, na Terra, a sua função de educandário das almas. Dentro dele, consagrai um tempo sempre mais dilatado ao estudo da Doutrina, evitando que se transforme em foco de mediunismo e perturbação. 

Que, em suas atividades, o grupo espírita dos dias atuais procure se assemelhar à casa dos apóstolos, em Jerusalém, abençoada oficina de trabalho, que tanto se preocupava em ser pão para o corpo quanto em ser luz para o espírito!


Livro: A Coragem da Fé
Autor: Carlos A. Baccelli
Espírito: Bezerra de Menezes

Intercâmbio Espiritual

O intercâmbio com o Mundo Espiritual foi referendado pelo Cristo, que, transfigurando-se no Tabor, manteve estreito contacto com os espíritos de Moisés e Elias. Mais tarde, Ele mesmo, por diversas vezes, apareceria redivivo aos olhos dos companheiros amados, consentindo, inclusive, que um deles tocasse em suas feridas, para certificar-se da realidade da vida além da morte. (Bezerra de Menezes)

Espíritas

O seguidor da Doutrina é alguém que caminha sobre o mundo, mais  consciente de seus erros que de seus acertos. 

Por este motivo - pela impossibilidade de conformar os interesses do homem velho com os anseios do homem novo, ele quase sempre deduz que professar a fé espírita não é tarefa fácil. 


( Bezerra de Menezes)

Ser Espírita


O Espiritismo não efetua aos seus adeptos quaisquer   exigências,    todavia      quem  toma    consciência    de  seus   postulados, sente-se   naturalmente    constrangido    a 
ceder de si mesmo, cada vez mais. ( Bezerra de Menezes).


Aos Espíritas

Os irmãos de crença espírita, principalmente os que se encontram servindo na mediunidade e os que ocupam posições de liderança, são, afinal, espíritos comprometidos com o passado: nenhum deles se encontra imune ao assédio das trevas. Não raro, o personalismo e a vaidade apenas ocultam nas almas uma estamenha de chagas...                     ( Bezerra de Menezes)